O tecido do vestido de noiva jazia em pedaços sujos aos pés de Isabella, um amontoado de cetim branco manchado de sangue seco e fresco que parecia uma confissão espalhada no chão de madeira. Ela estava nua da cintura para cima, os seios expostos ao ar frio do apartamento, a pele marcada por moretons antigos e pelo rastro quente do sangue de Alessandro que ainda não tinha secado completamente. O frio fazia os mamilos endurecerem, e ela odiava a forma como o corpo reagia mesmo ali, mesmo depois de tudo. Alessandro permanecia a poucos centímetros de distância, a faca ainda na mão boa, o ombro direito latejando sob o tecido rasgado do terno. O silêncio entre eles era denso, carregado do cheiro de sangue, suor e a tensão sexual que nenhum dos dois conseguia apagar por completo. Isabella cruzou os braços sobre o peito, tentando recuperar alguma dignidade, mas o gesto só serviu para destacar a vulnerabilidade da posição em que se encontrava.— Veste alguma coisa — ordenou Alessandro, a voz r
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