Mundo de ficçãoIniciar sessãoA boca de Alessandro no pescoço dela não era um beijo. Era uma reivindicação. Os lábios dele desceram pela pele salgada, abrindo caminho com dentes e língua, saboreando o metal do próprio sangue misturado ao suor dela. Isabella arquejou, a cabeça caindo para trás, as mãos ainda presas entre o peito dele e o dela. O uísque queimava nas veias dos dois. A dor no ombro dele latejava em segundo plano, abafada pelo álcool e por uma fome súbita, primitiva, que não pedia permissão.
Ele puxou a nuca dela com mais força, obrigando-a a erguer o rosto. Os olhos cinzentos estavam escuros, nublados, perigosos. Não havia ternura ali. Só necessidade bruta. — Olha pra mim — ordenou, a voz rouca, quase irreconhecível. Isabella obedeceu. Por um segundo. Depois o beijo aconteceu como um acidente violento. Bocas se chocando, dentes batendo, língua invadindo sem delicadeza. O gosto de uísque e sangue se misturou de novo. Ela mordeu o lábio inferior dele com força suficiente para arrancar um grunhido. Ele retribuiu apertando a cintura dela até doer, puxando-a para cima do colo como se quisesse fundir os corpos ali mesmo. O vestido preto cedeu com um rasgo seco quando as mãos dele puxaram o tecido. Botões voaram. O sutiã foi empurrado para cima sem cerimônia. Os seios dela, ainda manchados com resquícios do sangue dele, ficaram expostos à luz amarelada da cabine. Alessandro baixou a cabeça e fechou a boca em torno de um mamilo, chupando com força, os dentes raspando a pele sensível até ela soltar um gemido alto. Em seguida, mordeu. Não o suficiente para sangrar, mas o bastante para deixar a marca dos dentes. Isabella soltou um grito abafado, os dedos enterrando-se no cabelo escuro dele. Ele puxou o cabelo dela para trás com a mão boa, expondo o pescoço por completo, e mordeu de novo, mais abaixo, mais forte. — Cazzo, quanto sei stretta… (Porra, como você está apertada…) Não havia romance. Porque não havia tempo para isso. Só o barulho do oceano lá fora, o rangido distante do navio e o som úmido de bocas e pele. Ele a virou de súbito, jogando-a de barriga para baixo na cama. A ferida no ombro puxou com violência, arrancando um xingamento baixo dele, mas não o fez parar. Alessandro segurou os dois pulsos dela com a mão boa e os prendeu acima da cabeça dela contra o colchão. O corpo pesado dele cobriu o dela por trás. Uma das mãos desceu e acertou a nádega direita dela com um tapa seco, forte o suficiente para fazer a pele arder imediatamente. Isabella engasgou com o som, o corpo inteiro se contraindo. Ele acertou de novo. E mais uma vez. O calor se espalhou pela carne. Alessandro puxou o quadril dela para cima, obrigando-a a ficar de joelhos e cotovelos, o rosto ainda pressionado contra o lençol. O vestido rasgado foi empurrado até a cintura. A calcinha foi arrancada com um puxão brutal. O tecido cedeu. Dois dedos entraram nela sem aviso, grossos, exigentes, abrindo caminho com força. — Merda, sei già tutta bagnata… (Merda, você já está toda molhada…) Ela gemeu alto, as unhas cravando no lençol. Ele moveu os dedos com violência, o polegar pressionando o clitóris em círculos duros, quase punitivos. Cada vez que ela tentava fechar as pernas, ele dava outro tapa na nádega, mais forte que o anterior. — Não fecha — rosnou ele contra a orelha dela. — Aguenta. Quando tirou os dedos, Isabella estava trêmula. Alessandro desfez o cinto e a calça com uma mão só, o movimento atrapalhado pela dor e pelo álcool. O pau duro, grosso, já escorria pré-gozo quando ele se posicionou atrás dela. Não houve preparo. Não houve pergunta. Ele empurrou para dentro num único movimento longo e brutal, enterrando-se até o fundo. Isabella gritou. O som ecoou na cabine. Alessandro segurou o cabelo dela com a mão boa, puxando a cabeça para trás enquanto fodia. As primeiras estocadas foram descompassadas, selvagens, o corpo dele batendo contra o dela com força suficiente para fazer a cabeceira da cama bater na parede. Cada investida arrancava um gemido abafado dela. Cada vez que ele recuava quase por completo e voltava a enterra-se fundo, ela sentia o ar sumir dos pulmões. O tapa voltou. Uma vez. Duas. Três. A pele da nádega dela ardia, quente, marcada. — Cazzo… così… proprio così… (Porra… assim… exatamente assim…) O ombro ferido dele sangrava de novo. Gotas quentes caíam sobre as costas dela, misturando-se ao suor. Alessandro parecia não sentir. Ou não se importar. Segurava o cabelo dela como uma rédea, controlando o ritmo que não tinha ritmo nenhum. Era só necessidade. Fome. A certeza de que podiam morrer a qualquer momento e a recusa visceral de morrer sem antes tomar aquilo. Isabella revidou da única forma que podia. As unhas dela se fecharam nos lençóis com tanta força que o tecido rasgou. Empurrou o quadril para trás, encontrando cada estocada com violência igual. Alessandro xingou de novo, a voz falhando, e deu um tapa mais forte, quase cruel. O ardor se misturou ao prazer de forma perigosa. Ela gemeu alto, o som abafado pelo colchão. Ele a virou de novo, agora de frente, sem sair de dentro dela. A mudança de posição fez a cabeça do pau bater num ponto profundo que arrancou um grito estrangulado de Isabella. Alessandro segurou os dois pulsos dela acima da cabeça com uma mão só, o corpo inteiro pressionando o dela contra a cama. Os olhos cinzentos, nublados pelo álcool e pela dor, mal conseguiam focar o rosto dela. Nem ela conseguia focar o dele. Só a sensação. Só a invasão. Só o calor e a força. — Porca puttana… quanto mi stringi… (Porra nenhuma… como você me aperta…) Ele acelerou. O som das peles se chocando encheu a cabine, úmido, obsceno, misturado aos gemidos abafados e ao rangido da cama. A cada estocada fundo, ele puxava o cabelo dela ou apertava mais os pulsos. A dor e o prazer se misturavam até não haver diferença. Isabella sentia o orgasmo se formar baixo na barriga, apertado, quase doloroso. Não era suave. Não era bonito. Era uma onda violenta que subiu rápido demais. As pernas dela tremeram em volta da cintura dele. Os músculos internos apertaram o pau dele com força. — Eu… — tentou avisar, a voz quebrada. Ele não deu tempo. Soltou os pulsos dela apenas para cobrir a boca com a mão e fodeu mais fundo, mais rápido, perdendo qualquer resquício de controle. O orgasmo dela quebrou primeiro. O corpo inteiro se arqueou, um grito abafado contra a palma da mão dele, as paredes internas pulsando ao redor do pau dele em espasmos fortes. Alessandro acompanhou segundos depois. Enterrou-se até o limite, o corpo rígido, um gemido rouco e animal escapando da garganta enquanto gozava dentro dela em jatos quentes e longos. Ela enterrou as unhas nas costas dele com força enquanto ele estava gozando; nesse momento ela não consegue nada além de abafar o grito de prazer no ombro dele.






