Ela ficou de pé, de costas para o espelho, contando os segundos em voz alta para não enlouquecer. O coração batia tão forte que doía no peito, cada batida um tambor surdo ecoando nas costelas. O enjoo voltou, ácido, subindo pela garganta como ácido queimando. As mãos suavam, escorregadias, grudando no azulejo frio da pia. As unhas ainda estavam curtas e machucadas da noite em que arranhara a porta até o sangue escorrer, e agora formigavam de novo, como se quisessem voltar a rasgar madeira.
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