Maia, após tomar um banho demorado, sentou-se para jantar. O vapor da comida caseira preenchia o ambiente, mas a atmosfera no aposento ainda era de uma quietude pensativa. Ana permanecia ao seu lado, de pé, observando-a com a discrição de sempre, até que Maia decidiu mudar o tom daquela noite.— Ana, sente-se e jante comigo.— Não… Isso não é certo, senhorita — falou Ana apressadamente, recuando um passo, surpresa com o convite.Percebendo a reação defensiva da criada e as barreiras invisíveis que existiam entre elas, Maia falou de forma decidida, sem deixar espaço para discussões:— Eu decido o que é certo. Sente-se e jante comigo.Ana obedeceu, acanhada, ocupando apenas a borda da cadeira. Maia terminou sua refeição em silêncio e, ao conclusão, cruzou os braços sobre a mesa, fixando o olhar na moça.— Ana, você acredita em vida passada ou premonições?Surpresa, a criada olhou assustada, deixando os talheres de lado.— Eu… senhorita, nunca ouvi falar de vida passada, mas acredito em
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