As portas do salão se abriram e Charlotte cruzou o limiar da festa. Ela desfilava com a calma, estava deslumbrante, impecável e exalava uma plenitude que George nunca, em todos os anos de relacionamento, tinha visto nela. O habitual visual discreto da professora de Literatura dera lugar a uma força avassaladora. Ela usava um vestido de seda pura em tom preto absoluto, que contrastava dramaticamente com a palidez de sua pele e a intensidade de seus olhos verdes. O cabelo negro, liso e brilhante como seda, estava solto, a amiga Clara havia usado todos os seus contatos para garantir que Charlotte estivesse impecável hoje. Não usava joias ostensivas, apenas um par de brincos solitários de brilhantes que capturavam a luz. Todos queriam saber quem era aquela mulher misteriosa que, sem esforço, havia roubado toda a atenção do salão. À distância, o sorriso de George congelou. Vê-la ali, tão radiante e imponente, acendeu uma pequena chama nostálgica do início de seu relacionamento em George
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