O celular de Charlotte vibrou sobre o mármore da bancada da cozinha, quebrando o silêncio que se instalara na casa após ela ter descido correndo do quarto. Na tela, o nome de Clara brilhava. Charlotte respirou fundo e atendeu, grata pela distração. — Clara? Oi! — Charlie! Pelo amor de Deus, até que enfim! — a voz da amiga ecoou do outro lado da linha, cheia de preocupação. — Como você está com tudo isso? O funeral... Tentei falar com você ontem o dia todo, meu chefe odioso! Não me deixou sair... — Eu sei, me desculpa — Charlotte disse, apoiando a testa na mão. — Todas as vezes que você ligou eu realmente não pude atender. Foi uma loucura, o processo na funerária, as pessoas da cidade vieram... Eu estava exausta. — Não precisa se desculpar, amiga, eu super compreendo. Só queria saber se você estava viva. Mas me diz, onde você está agora? Já voltou para o hotel? Eu vou assim que puder, prometo, não vou te deixar sozinha! — Não precisa correr, eu estou no palacete, na ca
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