(POV CELINA BRAGA) O silêncio que se seguiu à minha pergunta foi mortal. Eu esperava uma risada sarcástica ou um comentário cínico sobre o meu sentimentalismo. Mas o que recebi foi o despertar de algo inumano. Adrien se inclinou sobre mim. O azul elétrico de seus olhos, que antes me intimidava, desapareceu. Em seu lugar, um amarelo vivo e demoníaco brilhou, queimando-me como o sol de um deserto proibido. Nossos narizes quase se tocavam. Eu podia sentir o calor irradiando da pele dele, uma temperatura que nenhum humano deveria ter. Quando ele falou, sua voz não era mais a mesma. Era uma frequência grave, distorcida, misturada ao rosnado gutural de seu lobo. Abraxas estava na superfície, vigiando cada batida trêmula do meu coração. — Se você se apaixonar por outro homem, Celina... eu vou ter o prazer de matá-lo bem na sua frente. O hálito dele, com cheiro de uísque e perigo, atingiu meu rosto. — Lentamente — ele sibilou, as palavras vibrando contra os meus lábios. — Vou destrui
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