(POV ADRIEN BLACKWOLF)O som que vinha do quarto 102 era música para os meus ouvidos.Não era um grito de dor física. Era o uivo de uma fêmea que acabara de descobrir que o útero era agora um túmulo.Recostei-me na parede do corredor, cruzei os braços e respirei o ar impregnado de álcool e desespero. Se eu tivesse pipoca, eu me sentiria em um cinema.Abraxas ronronava dentro de mim, saboreando cada nota aguda daquela agonia.— Comandante, a paciente está... instável — uma enfermeira tentou me barrar.Afastei a mulher com um olhar e escancarei a porta.Victorie estava amarrada à cama por eletrodos, o rosto inchado, os olhos verdes como duas azeitonas amargas transbordando lágrimas.— Você matou meu bebê! Seu maldito! Eu te odeio! — Ela gritou, o sotaque francês ficando carregado e sujo pela fúria.Ela tentou avançar, as unhas arranhando os lençóis brancos, mas as enfermeiras a seguraram. Eu apenas ri. Uma risada seca, vinda do peito.— Você matou seu próprio bastardo, Victorie — cuspi
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