O ar da metrópole não tinha o perfume das orquídeas ou o cheiro de grama cortada do Vale dos Cristais. Tinha cheiro de asfalto quente, fumaça de óleo diesel e uma pressa que parecia vibrar no chão. Quando Helena desceu os degraus do ônibus na rodoviária central, o impacto sonoro foi quase físico. O barulho de freios a ar, anúncios de partidas ecoando nos alto-falantes e o burburinho de milhares de pessoas em movimento era o oposto absoluto do silêncio sepulcral e opressor da mansão Duarte.
Ela