Uma frase tão simples, mas que, como uma lâmina afiada, perfurou o peito de Giovana, revirando carne e sangue. Aquele coração, já cheio de cicatrizes, parecia estar sendo rasgado por completo, numa dor insuportável. Sua mente fervilhava, e em seus olhos restava apenas um vazio entorpecido.Todos já haviam saído, restando apenas as luzes frias e impiedosas, iluminando cada ferida em seu corpo com clareza.Suportando a dor, ela conseguiu se erguer. Pegou o casaco que um funcionário bondoso havia deixado ao lado, enrolou-se nele e saiu dali, cambaleando.Do lado de fora, uma chuva torrencial desabava, e ela se lançou na chuva sem perceber. A chuva gelada batia em seu rosto, escorrendo em gotas, como lágrimas. Mas ela já não conseguia derramar uma única lágrima.Sem saber para onde ir, ela vagou pelas ruas, sem rumo.Depois de um tempo, um carro parou ao seu lado. O vidro abaixou, revelando o rosto frio e impecável de Samuel.— Entre no carro.Como se não tivesse ouvido, Giovana continuou
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