Ao ouvir aquele nome, Thaís foi tomada pela fúria. Amparando Giovana, ela a levou diretamente ao escritório de Samuel.
— Carolina, você passou de todos os limites! A Gigi não te fez nada, com que direito você a obrigou a se ajoelhar? Ela é secretária do meu irmão, não tem nada a ver com você! Que papel é esse de "esposa do presidente" que você está querendo bancar?
Samuel também estava lá. Ao ver o estado deplorável de Giovana, ele franziu a testa. Ia perguntar o que havia acontecido, quando Carolina se atirou nos braços dele.
— Samuel, eu não fiz nada. Eu não tenho nenhum problema com a secretária Giovana, por que eu a faria se ajoelhar? Não sei o que fiz para ela, a ponto de ela inventar uma coisa dessas.
Ao ouvi-la tentando se esquivar da culpa, Thaís ficou fora de si.
— Mentira! A Gigi nunca mente! — Ela avançou até Carolina e lhe deu um tapa.
Era a primeira vez que Carolina passava por tamanha humilhação. Ela levou a mão ao rosto e começou a chorar.
— Samuel, sua secretária me difama assim, e agora até sua irmã se junta a ela para me intimidar? Muito bem, vocês são uma família, não é? Então vamos terminar!
Ao ouvir isso, o semblante de Samuel vacilou por um instante, mas logo se fechou novamente. Ele se levantou, frio, e deu um tapa em Thaís.
— Chega! Thaís, até quando você vai continuar com isso? Carolina é sua cunhada! — Em seguida, ele lançou um olhar frio para Giovana. — Por que você está acusando Carolina sem motivo? Se isso se repetir, você será demitida!
Thaís segurava o rosto, olhando para o irmão com incredulidade. Já Giovana sentiu um arrependimento profundo por tê-la envolvido naquela situação. Apressou-se em puxá-la para fora dali.
Thaís ainda estava furiosa, querendo voltar para discutir, mas Giovana não teve escolha senão contar que já havia pedido demissão e que pretendia deixar a capital.
Com a voz embargada, ela balançou a cabeça ao dizer isso.
Ao saber que ela partiria, Thaís ficou entre a tristeza e a relutância. Esqueceu completamente a ideia de brigar e apenas a abraçou, chorando sem parar, implorando para que não fosse embora.
— Thaís, tudo que é bom acaba. — Giovana, com os olhos marejados, apenas acariciou suas costas.
Thaís chorou ainda mais.
No último dia na capital, as duas saíram para comer juntas, repletas de emoções mistas.
À noite, Thaís nem voltou para casa, ficou com ela, espremidas no pequeno apartamento alugado.
Giovana prometeu repetidas vezes que, mesmo depois de voltar para casa, manteria contato todos os dias. E que, se encontrasse alguém interessante nos encontros arranjados, contaria a ela imediatamente.
As duas conversaram a noite inteira sobre o passado, o presente e o futuro.
Ao amanhecer, Thaís a acompanhou até o aeroporto.
No momento da despedida, o telefone tocou. Era uma mensagem de Samuel, perguntando onde Thaís estava.
Ainda ressentida com o que havia acontecido, ela ia ligar para brigar com ele, mas Giovana a impediu.
— Deixa para lá, Thaís. O que passou, passou. No futuro, não brigue mais com a Carolina por minha causa. Afinal, o seu irmão realmente a ama. Um dia ela será sua cunhada, vocês precisam se dar bem.
Ao ouvir isso, os olhos de Thaís voltaram a se encher de lágrimas.
Logo chegou a hora do embarque.
Ela acenou em despedida, virou-se e caminhou em direção ao portão de embarque.
Antes de entrar no avião, enviou uma última mensagem para Samuel:
[Foram oito anos de amor não correspondido, quatro anos de loucura. E tudo termina aqui. Sr. Samuel, a partir de hoje, não sou mais sua secretária, e também não gosto mais de você. Seguiremos cada um seu caminho e nunca mais nos veremos]
Depois de enviar, ela não esperou resposta e bloqueou todos os contatos dele. E, sem olhar para trás, embarcou no avião.