O espaço entre a gente diminui de um jeito quase indecente. Eu sinto primeiro no corpo, não na cabeça. A respiração dele mais próxima, o calor, aquele tipo de presença que não pede permissão — invade. E, por um segundo intenso, eu simplesmente… deixo. Eu dou um passo para trás, devagar e controlado. Como se estivesse desarmando uma bomba prestes a explodir. — A gente precisa manter isso… funcional — digo, apoiando a mão na mesa atrás de mim, criando uma distância segura entre nós dois. — Eu consigo fazer isso. Consigo não me aproximar demais dele. Joseph não se mexe. Nem um centímetro. — Consegue? — ele pergunta, o tom baixo, mas carregado de alguma coisa que não fica muito claro. Eu cruzo os braços, sustentando o olhar. — Consigo. Ele inclina levemente a cabeça, como se estivesse me analisando por dentro. — E se isso for exatamente o que ele quer? — Vai ser — respondo, sem hesitar. — E é por isso que funciona. — Não sei se é um boa ideia. Um silêncio se este
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