O espaço entre a gente diminui de um jeito quase indecente. Eu sinto primeiro no corpo, não na cabeça. A respiração dele mais próxima, o calor, aquele tipo de presença que não pede permissão — invade. E, por um segundo intenso, eu simplesmente… deixo.
Eu dou um passo para trás, devagar e controlado. Como se estivesse desarmando uma bomba prestes a explodir.
— A gente precisa manter isso… funcional — digo, apoiando a mão na mesa atrás de mim, criando uma distância segura entre nós dois. —