Após o café constrangedor, chamei Enzo para irmos embora. Ele se despediu de Rafael com a animação de sempre, como se nada tivesse acontecido, como se o clima estranho estivesse apenas na minha cabeça, o que, de certa forma, não deixava de ser verdade. João Paulo deixou Enzo na escola primeiro e, durante o trajeto, ele foi falando sem parar, contando mais uma vez detalhes do dia anterior, como se cada repetição tornasse a experiência ainda mais especial.Sorri, ouvindo com atenção, respondendo nos momentos certos, mas minha mente ainda estava presa em outra coisa. Ou melhor, em alguém.Quando finalmente deixamos Enzo na escola, senti aquele aperto leve no peito que sempre vinha, mas logo passou. João Paulo seguiu caminho até o trabalho e, assim que chegamos, agradeci antes de descer.— Tenha um bom dia, dona Anny — ele disse, educado como sempre.— Você também, João — respondi com um pequeno sorriso.Assim que entrei na loja, encontrei Ju praticamente me esperando. Bastou me ver para
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