Anny Sophia Rosa
Acordei sentindo o corpo pesado, como se tivesse sido atropelada por um caminhão emocional no dia anterior. Pisquei algumas vezes, tentando me situar, e só então percebi que estava na cama.
Na cama.
Franzi o cenho.
Em que momento eu vim parar aqui?
A última coisa de que me lembrava era o sofá e o pudim. Muito pudim.
— Ah — murmurei, passando a mão pelo rosto. — Sei lá.
Talvez tivesse vindo sozinha. Antes que pudesse pensar muito sobre isso, uma voz rouca cortou o silêncio.
— Bo