O vento soprava diferente naquela manhã. Alya percebeu logo que saiu da cama. O ar parecia mais pesado, como se o mundo lá fora tivesse acordado de mau humor.
Na cozinha, o barulho da faca batendo contra a tábua de madeira ecoava de forma ritmada, “toc, toc, toc”. Paolo estava cortando legumes, concentrado demais no movimento.
Ela ficou parada na porta por alguns segundos, observando. A luz que entrava pela janela caía direto sobre o rosto dele, realçando as sombras duras do maxilar.
Ele se