MAYADizem que o tempo é relativo, mas nos últimos três meses, eu tive a certeza de que ele aprendeu a voar. Parecia que ontem mesmo eu estava pisando na areia branca daquela ilha no Caribe, sentindo o fecho do meu vestido de noiva ceder sob os dedos de Arthur. Mas, quando olhei no espelho do closet da nossa casa nova naquela manhã, a realidade me deu um soco de pura realidade: eu já estava com um barrigão de cinco meses.Os bebês estavam crescendo rápido, e o meu corpo sentia cada grama daquele peso sagrado. Minhas costas doíam ao final do dia, meus pés insistiam em inchar e o cansaço, que antes era um visitante esporádico, agora parecia ter se mudado de mala e cuia para a minha rotina.Ainda assim, eu não conseguia parar. A mudança para a nossa nova residência — que Arthur insistiu em transformar em uma verdadeira fortaleza disfarçada de lar — tinha sido uma correria sem fim. Entre escolher os tons de berço, lavar roupinhas de algodão e organizar os detalhes práticos da nossa rotina,
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