ARTHUR
O mundo corporativo me ensinou que o controle é a única variável que separa o sucesso da ruína. Passei anos calculando riscos, antecipando os movimentos dos meus adversários e construindo uma fortaleza intransponível ao redor daquilo que me pertencia. Mas quando o som abafado da bolsa de Maya se rompendo ecoou naquela suíte, toda a minha ilusão de poder desmoronou no piso, afogada pelo líquido que ditava uma nova e implacável realidade.
O tempo não saltou; ele se fragmentou.
— Rodrigo! —