Anna A porta da sala dele se fechou atrás de Geovana com um clique suave, quase delicado, e eu fiquei olhando para aquela madeira escura como se ela pudesse me dar alguma resposta; como se o som pudesse ser revertido, como se eu pudesse entrar atrás dela e ouvir o que estava acontecendo lá dentro. Mas não entrei. Não podia, não era meu lugar, nunca fora. Sentei-me novamente na cadeira, os dedos ainda suspensos sobre o teclado e o coração batendo de um jeito que não era apenas acelerado, era descompassado, quase doloroso. A mulher loira, alta, perfeita, com aquele sorriso de quem sabe exatamente o efeito que causa, havia entrado sem permissão, sem anúncio, sem respeitar a hierarquia mínima que qualquer pessoa respeitaria e Leornado não a expulsou. Ele a deixou entrar e, depois, saiu para almoçar com ela.“O amor da vida dele.”As palavras dela ecoavam na minha cabeça, repetidas, insistentes, como um eco que se recusa a desaparecer, com o ciúme me consumindo. Eu não tinha direito; ele
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