Anna
Respirei fundo, alisei a saia, peguei o bloco de anotações e entrei. Ele estava sentado à mesa, o paletó pendurado no encosto da cadeira, a gravata ligeiramente afrouxada e o olhar fixo nos papéis à frente, mas quando me viu, ergueu os olhos.
— Sente-se.
Eu me sentei, mantendo a postura ereta com o bloco no colo.
— A mulher que você viu — começou ele, direto, sem rodeios — não é ninguém.
Eu o encarei, surpresa com a franqueza repentina.
— Não importa — respondi, com a voz controlada. — Pre