Leornado
A porta da minha sala se abriu sem aviso prévio, não houve batida, nem pedido de permissão. Apenas o clique discreto do trinco e o som inconfundível de saltos altos contra o piso de madeira polida. Ergui os olhos do relatório financeiro em que lia as projeções trimestrais e congelei por uma fração de segundo que pareceu eterna.
Geovana.
Ela estava parada na entrada, linda como sempre: o cabelo loiro caía em ondas perfeitas sobre os ombros e o vestido vermelho justo delineava cada curv