Eu não acredito em instinto. Acredito em padrão. E o padrão não falha. Se há medo, há motivo. Se há silêncio, há algo por trás. Às seis da manhã eu já estava no escritório. revisando o relatório de segurança da noite. — Quero a segurança reforçada. — disse ao telefone. — Portões revisados. Câmeras externas ampliadas. E alguém monitorando em tempo real. — Alguma ameaça específica senhor? — perguntou o chefe de segurança. — Prevenção. — respondi. Desliguei. Miguel chegou antes das oito. Como sempre, entrou sem anunciar. — Você está com aquela cara. — ele disse, servindo-se de café. — A de quando algo não encaixa. — Não encaixa. — confirmei. Entreguei a ele uma pasta. — Quero tudo sobre Alice. Documentos, histórico, referências do orfanato. Miguel arqueou a sobrancelha. — Já começou? — Eu não trouxe uma desconhecida para dentro da minha casa sem verificar. — Mas trouxe. — ele rebateu. Silêncio. Eu trouxe. E isso, por si só, já era um erro fora do meu padrão. — O c
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