PAULEstava estacionando a Mercedes em frente ao restaurante enquanto falava ao telefone com Marcello, que provavelmente já devia estar sentado à mesa escolhendo o vinho antes mesmo de eu desligar o motor.— Estou estacionando, me espera aí e já vai pedindo nossa comida, porque eu não quero ouvir você reclamar que eu cheguei atrasado outra vez.Ele riu do outro lado da linha e disse que eu sempre tinha uma desculpa diferente, que nenhum empresário ficava preso no trânsito da Toscana a menos que estivesse paquerando alguma italiana.— Marcello, eu trabalho, você fofoca, essa é a diferença entre nós dois — respondi, girando o volante para alinhar o carro perfeitamente entre as faixas brancas.— Eu estava prestes a desligar a chave quando a porta do passageiro foi aberta com uma violência contida, como se quem a abrisse estivesse lutando contra o próprio medo, e uma noiva, vestida da cabeça aos pés de branco, entrou no meu carro.Por alguns segundos, eu fiquei olhando para o para-brisa,
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