O quarto do hotel estava mergulhado em um silêncio pesado.A adrenalina da fuga ainda pulsava nas veias de todos. O cheiro de pólvora parecia impregnado na pele, nos cabelos, na memória. Do lado de fora, a cidade seguia sua rotina indiferente, mas ali dentro o mundo parecia prestes a desmoronar.Natasha estava sentada na beira da cama, os braços envolvendo o próprio corpo, como se tentasse se manter inteira. Helena dormia exausta no outro lado do quarto, vencida pelo cansaço e pelo medo.Rafael caminhava de um lado para o outro, atento a qualquer som no corredor. A confirmação de que Tadeu estava vivo mudava tudo.Eles não tinham tempo.Ele pegou o celular e discou.A ligação foi atendida rapidamente.— Rafael? — a voz de Dante surgiu tensa do outro lado.— Precisamos falar.Rafael explicou tudo em poucos minutos: o cativeiro, a invasão, o confronto, o tiro em Tadeu, a fuga, o hotel. Cada detalhe aumentava o silêncio do outro lado da linha.Quando terminou, Dante respirou fundo.— Eu
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