O silêncio da cobertura, após a partida de Killian, não era de paz, mas de pressão absoluta. Mariane caminhava pela sala de estar, seus pés descalços afundando no tapete de seda, enquanto o eco das palavras dele — “Eu não aceito não como resposta” — se repetia em sua mente. Ela olhou para os cacos de porcelana no chão. Ele acha que pode me estilhaçar assim, pensou ela, sentindo um calor estranho começar a formigar na ponta dos seus dedos. Ele acha que, porque possui meu corpo, agora possui meu espírito. A raiva de Mariane era algo novo, algo que transcendia o ego ferido. Era uma vibração que parecia vir da própria medula de seus ossos. Ela se aproximou da porta do elevador, a mão estendida para o painel de leitura biométrica que Killian havia bloqueado. “Abra,” ela ordenou mentalmente. “Eu não sou uma prisioneira.” No momento em que sua mão tocou o metal frio do painel, uma faísca de luz prateada saltou de seus dedos. Mariane recuou, assustada, mas o painel não apenas brilho
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