Meu escritório na Montiel Mining estava escuro, iluminado apenas pela luz azulada do monitor e pelas luzes da cidade lá fora. Fazia duas semanas que eu operava no modo automático: assinava papéis, ignorava o Conselho, bebia uísque barato para dormir. Eu tinha me tornado o fantoche perfeito que Dante queria. Quieto. Obediente. Morto por dentro.Mas eu me consolava com uma coisa: Elisa estava segura. Ela estava longe, me odiando, construindo sua agência, livre da sombra da máfia russa.Então, meu celular vibrou. Uma notificação do LinkedIn. Dante Vilela compartilhou uma publicação: "Orgulho em anunciar a nova parceria estratégica entre Vilela Capital e Nexus Agency. O futuro tem uma nova face."Abaixo do texto, uma foto. Elisa. Ela estava sentada em uma sala de vidro, apontando para um quadro branco, sorrindo. E ao lado dela, inclinado de forma possessiva, estava Dante Vilela, olhando para ela como um lobo olha para um cordeiro suculento.O copo de uísque escorregou da minha mão e se es
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