— Escolha! — Dante gritou, a voz ecoando na biblioteca. O polegar dele estava branco de tanto pressionar o botão vermelho.Gabriel não olhou para o avô. Ele olhou para minha mãe, encolhida no sofá. — Solte a Helena — ele disse, a voz firme como aço. — Deixe-a ir. O Augusto fica.Dante sorriu, um sorriso triste e vitorioso. — Previsível. O sangue novo rejeita o sangue velho. Muito bem. Ele fez um gesto com a cabeça para a porta. — Vá, Dona Helena. Antes que eu mude de ideia.Minha mãe tentou se levantar, mas as pernas falharam. Corri até ela e a ajudei a ficar de pé. — Mãe, saia daqui — sussurrei, empurrando-a para o corredor. — Corra para a polícia. Não olhe para trás.— Elisa, venha comigo! — ela implorou, agarrando meu braço.— Eu não posso — soltei a mão dela. — Vá!Empurrei-a para fora e fechei a porta dupla. Voltei-me para a sala. Agora éramos quatro. Eu, Gabriel, Dante e o velho Augusto, que começava a gemer e acordar.— Que tocante — Dante zombou. — A capitã afunda com o navio.
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