A sede da Montiel Mining parecia um formigueiro que tinha acabado de ser chutado. Às 8 da manhã, uma equipe de vinte auditores forenses da Deloitte entrou no prédio, escoltada por Gabriel. A ordem era clara: revirar tudo. E-mails, notas fiscais, contratos de gaveta, contas offshore. Nada ficaria escondido.Eu estava na sala de conferências, coordenando a coletiva de imprensa. — A narrativa é "Renascimento" — instruí minha equipe da Nexus. — Não estamos escondendo o passado; estamos limpando-o para construir o futuro. A transparência é o nosso novo ativo mais valioso.O mercado reagiu com cautela, mas as ações pararam de cair. A honestidade brutal de Gabriel estava sendo vista como um ato de coragem, não de fraqueza. Até o meio-dia, três diretores ligados ao avô pediram demissão. O expurgo tinha começado.Gabriel entrou na minha sala improvisada, parecendo exausto, mas determinado. — Encontramos os primeiros registros de 1998 — ele disse, fechando a porta. — Pagamentos para fiscais amb
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