Sabrina Duran Não sei quanto tempo passei ali. Podem ter sido dez minutos ou uma hora. O tempo no pânico é uma distorção cruel. Alguém começou a bater na porta.— Sabrina! Abre essa porta! — Era o André. — O Ricardo está fazendo cena lá fora, ele quer falar com a gerência. Sah, o que aconteceu?Eu não respondi. Fiquei em silêncio, encolhida, torcendo para que ele fosse embora. Mas as batidas continuaram, seguidas de outras vozes, de seguranças confusos, do caos que eu deveria estar gerenciando.Até que, de repente, o barulho parou.Houve um silêncio súbito no corredor. E então, uma batida firme. Diferente. Três batidas pausadas, autoritárias, mas carregadas de uma calma que eu reconheceria em qualquer lugar do mundo.— Sabrina.Meu coração falhou uma batida. Era ele.— Sabrina, sou eu. Augusto. — A voz dele atravessou a madeira da porta, profunda, estável, sem um traço de dúvida. — Eu sei que você está aí dentro. Eu sei o que você viu.Eu não me mexi. Eu ainda não confiava na minha p
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