• LOURENZO •O nome "Afonso" saiu dos lábios dela como um bálsamo que estancou, de imediato, a hemorragia de ciúme que me consumia.— Lourenzo, este é o meu irmão, o Afonso — disse ela, aproximando-se e colocando a mão no braço do rapaz com uma ternura que agora, sob esta nova luz, parecia puramente fraternal. — Afonso, este é o Lourenzo Villar, o meu... o CEO da Villar Studio.Senti o meu corpo relaxar, uma descompressão tão súbita que cheguei a sentir uma leve tontura. O nó nos meus punhos desfez-se e o ar pareceu finalmente entrar nos meus pulmões. O "rival" era, afinal, o sangue dela. Estendi a mão, recuperando a minha civilidade de CEO, embora ainda me sentisse um intruso ridículo, um homem que tinha acabado de espreitar por uma janela como um adolescente inseguro.— Muito prazer, Afonso. Peço desculpa pela hora, não queria interromper o vosso momento — disse, e a minha voz saiu mais rouca do que eu pretendia.Afonso apertou-me a mão com força, um olha
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