É sempre difícil vir visitá-las.
Por muito tempo, fingi para mim mesma que não precisava voltar aqui — como se a distância pudesse apagar lembranças que nunca vão embora.
Mas não apagam.
Cada passo que dou por entre as lápides parece puxar meu peito para trás, como se mãos invisíveis tentassem me prender ao passado. Continuo mesmo assim, com o ar pesando como chumbo nos meus pulmões.
A realidade é simples e cruel:
Ainda estou presa lá.
Nas memórias. Nos flashes. Nos silêncios.
E pior — n