SamanthaGuerra tem som de ferro batendo em coração. No limite da floresta, tudo era fagulha, pólvora e uivo. A noite, cortada por tiros de prata, parecia uma ferida aberta. Eu me mantinha no flanco leste, coordenando deslocamento e recuo, quando o ar mudou, pesado, espesso, como antes de uma chuva que não vem do céu.— “Sinta.” — Arwen sussurrou dentro de mim, tensa — “Vento torto. Presa de cobra.”Foi quando o vi, Kaius, surgindo entre sombras como víbora, a lâmina baixa roçando o capim, metal turvo com um brilho ruim. Ele não veio como rufão. Veio como golpe aprendido em covardia. Ayres, alguns metros à frente, defendia dois jovens contra um trio de mercenários, o corpo dele já cansado e, ainda assim, inteiro. Eu ergui a mão para sinalizar atenção, mas o tempo, cruel, se partiu em dois.Kaius acelerou, mudou o ângulo, sumiu por um segundo atrás da fumaça de um disparo e reapareceu ao lado de Ayres. A lâmina subiu curta, entrou de viés, uma mordida suja que mirou a carne viva abaix
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