As câmeras de segurança do laboratório giraram, focando no berço de Arthur, que estava nos braços de Rebeca. No monitor lateral, um feixe de laser vermelho surgiu sobre o peito do bebê. — Existem atiradores posicionados nos dutos de ventilação desta mansão, Gabriel — disse Castelar. — Eu não quero danificar o DNA do menino, mas posso terminar este experimento e começar outro se for necessário. A menos... que a Eliza se entregue voluntariamente. Eliza sentiu o ar sumir dos pulmões. Ela olhou para Arthur, depois para Gabriel. O amor que sentia pelo "chefe" agora se fundia ao sacrifício absoluto de mãe. — Eliza, não faça isso! — gritou Gabriel, tentando se aproximar, mas Otávio o segurou, percebendo o perigo iminente. — Samuel, ela é um ser humano, não um tubo de ensaio! — Gabriel implorou, as lágrimas de ódio e desespero nublando sua visão. Eliza deu um passo à frente, soltando a mão de Gabriel. Ela olhou para o monitor com um desprezo que fez Castelar recuar um milímetro.
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