O barulho do metal cedendo ecoou pelo corredor como um tiro. Otávio, usando o resto de força que tinha, arrombou a porta corta-fogo do 10º andar, carregando Rebeca quase nos braços. Eles cambalearam pelo corredor até o quarto 1004, no exato momento em que o caos atingia o seu ápice.Dentro do quarto, o cenário era perturbador. Gabriel e Arantes estavam em uma luta corpo a corpo desesperada. Gabriel segurava o pulso de Arantes, tentando manter a ponta do bisturi longe de seu próprio pescoço. Arantes, com uma força movida por anos de ressentimento acumulado, estava por cima, pressionando o peso do corpo contra o ex-amigo.— ARANTES, PARA! — gritou Otávio, a voz rouca de tanto respirar fumaça e poeira.Arantes girou a cabeça por um segundo, os olhos injetados de ódio ao ver Otávio e Rebeca vivos. A distração foi o milésimo de segundo que Gabriel precisava. Ele usou a perna para impulsionar Arantes para longe, jogando-o contra a mesa de instrumentos cirúrgicos.Rebeca, mesmo com as mã
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