Antes que o patriarca pudesse disparar, Otávio acionou um comando no seu relógio que disparou o alarme de incêndio da mansão, inundando o escritório com os aspersores de água. Na confusão, Otávio investiu contra o velho, desarmando-o com um golpe rápido de defesa pessoal.
Ele pegou o tablet onde fizera o backup dos e-mails e correu para o corredor, gritando:
— GABRIEL! ELIZA! SAIAM DA CASA AGORA!
No quarto, Gabriel e Eliza estavam em um momento de ternura, observando Arthur dormir, quando o alarme e o grito de Otávio romperam a paz. Gabriel pegou a arma que agora mantinha no criado-mudo e Eliza envolveu Arthur no cobertor tático de Rebeca.
Eles se encontraram no corredor, Otávio estava ensopado e ofegante.
— Seu pai... ele chamou a extração. Eles chegam às duas da manhã. Temos menos de uma hora para sumir.
Gabriel olhou para a porta do escritório do pai, a mágoa transformando-se em um ódio gélido.
— Ele escolheu o lado dele — disse Gabriel, segurando firme a mão de Eliza. — Ago