O fogo na pequena lareira da sala de Helena estalava baixo, lançando sombras longas e dançantes pelas paredes de madeira. Lá fora, o vento da montanha uivava entre os pinheiros, mas dentro daquela cabana, o ar estava denso com um tipo diferente de tempestade. Dante Blackwood estava sentado no sofá de couro desgastado, sua presença imensa fazendo o móvel parecer pequeno e frágil. Ele segurava uma caneca de café forte, mas seus olhos, agora de volta ao castanho profundo e atormentado, não se desviavam de Helena.Ela estava sentada no tapete, perto do calor das brasas, abraçando os próprios joelhos. O silêncio que se seguiu ao beijo incendiário sob a lua ainda pairava sobre eles, mas agora carregava uma nota de vulnerabilidade que nenhum dos dois estava acostumado a enfrentar.— Por que você veio para Blackwater, Helena? — a voz de Dante quebrou o silêncio, baixa e grave como o rolar de um trovão distante. — Uma mulher como você não acaba em um lugar esquecido como este por acaso. Você e
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