A noite em Blackwater não era apenas a ausência de luz; era uma presença física, densa e faminta, que parecia emergir das raízes das árvores para engolir tudo o que se movia. Helena Moore dirigia seu sedã antigo pela estrada sinuosa que levava à sua casa, os faróis cortando o nevoeiro como lâminas cegas. O rádio emitia apenas estática, um chiado que se confundia com o som dos galhos batendo contra o metal do carro.
De repente, a realidade se estilhaçou.
Um solavanco violento jogou o carro para