Naquela noite, quando Maria Clara entrou na ante sala da sala de jantar, o conde e Roberto já a aguardavam. Ambos seguravam uma taça de vinho, apoiados com aparente descontração, embora apenas um deles realmente parecesse à vontade.— Boa noite, senhorita Duarte — disse Roberto, fazendo uma leve reverência, exageradamente elegante. O sorriso era aberto, o olhar atento demais. — É um grande prazer tê-la conosco após um dia tão exaustivo… e ainda assim nos brindar com sua beleza. Não é mesmo, Álvaro?O conde lançou-lhe um olhar duro, breve, mas de alerta. Roberto não se abalou; apenas bebeu um gole do vinho, claramente divertido.— Boa noite, senhorita Duarte — respondeu Álvaro, seco. — Vamos jantar.Maria Clara conteve qualquer reação e concentrou-se nas crianças. Ajudou Thomas a subir na cadeira ao lado da cabeceira, ajeitando-o com cuidado. Roberto, por sua vez, puxou a cadeira para Helena, que se sentou com uma postura ensaiada. A menina estava diferente naquela noite, mais quieta.
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