LiviaA gigante mansão Montenegro estava mais silenciosa naquela tarde, não um silêncio comum, mas um silêncio espesso, cortante, quase vivo. Era como se aquele silêncio guardasse segredos por trás de cada móvel da casa. Theo tinha acabado de dormir, o cansaço do dia havia o vencido. O dia tinha sido longo, cheio de histórias contadas sem pé nem cabeça, corridas pela casa, esconde-esconde e risadas soltas. Fiquei alguns minutos observando seu peito que subia e descia com a respiração tranquila e reconfortante, e senti o peso da responsabilidade por um serzinho pequeno que não era meu, mas tinha conquistado um pedaço do meu coração.Fechei a porta com cuidado para não fazer barulho e segui pelo corredor iluminado apenas pelas luzes noturnas, o que fazia o ambiente ficar sombrio e gelado. Meus passos eram suaves, mas minha mente não tinha a mesma delicadeza. Arthur Montenegro e sua autoridade impassível, seu olhar frio, o quintal, sobretudo, o silêncio pesado que ficou depois do nosso c
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