Os dias da semana passam vagarosamente, o tempo parece andar na ponta dos pés. Arthur não deu mais sinal de vida. Nenhuma ligação, nenhuma mensagem, nenhuma aparição repentina pelos corredores melancólicos da grande mansão Montenegro. Apenas silêncio e ausência, sólida e constante, quase opressora.A rotina seguiu aparentemente normal. Eu não tinha sido demitida, isso era uma grande vitória, mas a ausência de Arthur me deixava angustiada e com medo. Medo de quando ele aparecesse, fosse outra pessoa, mais ignorante, mais arrogante e assustador. Theo e eu seguimos como sempre. Acordáva cedo, tomava café comigo, ia para a escola e ao voltar, brincávamos no jardim, contávamos histórias mirabolantes e sem sentido. O sorriso de Theo era a única coisa positiva e constante na cas
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