Acordo antes do despertador. A primeira sensação não é a luz, mas o calor. Um calor sólido, pesado, envolvente nas minhas costas, e um braço. Um braço masculino, forte, lançado com possessividade sobre minha cintura, a mão grande apoiada aberta sobre meu estômago.Dante.A memória da noite invade a minha memória, não como um choque, mas como uma maré quente e lenta. Os sons, os sabores, a dor gostosa, a posse, a rendição, tudo. Meu corpo responde antes da minha mente, um tremor suave de reconhecimento, uma pontada branda e agradável entre as pernas, não me viro, fico imóvel, deixando a realidade se firmar.Sua respiração é lenta, profunda, contra o meu pescoço enquanto dorme. O poderoso e impenetrável Dante Lobo, adormecido com o nariz enterrado em meus cabelos, o corpo colado ao meu como se temesse que eu me esvaísse se me soltasse.A intimidade é de um tipo que nunca experimentei, brutal em sua simplicidade, não há performance aqui, apenas dois corpos exaustos, entrelaçados no resc
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