– LIMITES INVISÍVEISANAA decisão não veio de uma frase dita em voz alta.Veio do silêncio.Do modo como acordei naquela manhã e percebi que algo dentro de mim tinha se organizado… não para lutar, mas para sobreviver.A casa estava diferente.Não fisicamente — os móveis eram os mesmos, o cheiro do café ainda se espalhava pelos corredores, Theo ainda deixava brinquedos pelo caminho.Mas havia uma presença nova.E com ela, uma linha invisível atravessando tudo.Levantei-me cedo, como sempre.Preparei o café de Theo, arrumei a mochila, revisei o horário da escola. Cada gesto era automático, preciso.Profissional.Quando desci com a bandeja, Daiane já estava à mesa com William.Ela falava baixo, com aquele tom doce que parecia cuidadosamente ensaiado.— Ele acordou cedo hoje — comentou, ao me ver. — Sempre foi assim.Assenti apenas com a cabeça.— Theo acorda cedo quando tem aula de música — respondi, colocando o copo diante dele. — Hoje é terça.Ela piscou, surpresa.William me olhou
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