CAPÍTULO 52 – QUANDO O MUNDO RESPONDE ANA A rotina começou a se encaixar como peças que, finalmente, faziam sentido. Theo acordava cedo, agora com pressa. Colocava o uniforme quase sem ajuda, contava os minutos para o café e falava sem parar sobre os colegas, a professora, o recreio. — Hoje a gente teve aula de arte — ele contou naquela manhã, enquanto eu arrumava a mochila. — Eu desenhei um foguete. — E para onde ele foi? — perguntei. — Pra um lugar que ainda não existe — respondeu, convicto. Sorri. Talvez fosse de família. --- WILLIAM Observar Theo indo para a escola todos os dias se tornara um hábito silencioso. Eu ficava na porta, mãos nos bolsos, vendo-o entrar no carro com Ana. Não havia mais aquele aperto no peito. Havia orgulho. — Ele está feliz — comentei certa manhã. — Ele se sente parte — Ana respondeu. Assenti. Ela também. --- ANA Com Theo na escola, a casa ficava mais silenciosa. Era nesses momentos que a ansiedade voltava. O resultado da prova esta
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