ARIEL MACEY — O que faz aqui, Dante? Dante não respondeu, em vez disso, ele puxou a cadeira em frente à minha mesa, se sentou, cruzou as pernas e ajeitou o vinco da calça, agindo como se fosse o dono do prédio, da empresa e do ar que eu respirava. — Vim saber o motivo de você ter sequestrado a minha filha. Piscar foi a única reação que meu corpo permitiu. A acusação era tão absurda, que levei um segundo para processar. Mas não é a primeira vez que ele me acusa de ser uma sequestradora... acho que velhos hábitos nunca mudam. — A Luna está com você, Dante. Apenas a levei para passear, comer e conversar. Eu a deixei na porta do hotel sã e salva. — Você a tirou da custódia do hotel sem a minha permissão — ele rebateu. — Você a levou para um veículo desconhecido, rodou pela cidade com uma menor de idade sem o consentimento do pai. No meu mundo, e no mundo jurídico, isso se chama sequestro relâmpago. Soltei uma risada curta e desacreditada. — "Sequestro relâmpago"? Por favor
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