ARIEL MACEY Levei as mãos ao pulso dele, não para lutar, mas para trazê-lo de volta à razão. Meus dedos tocaram a pele quente dele com firmeza. — Henrico... — sussurrei, com a voz arranhada. — Solta. Agora. Os olhos dele, turvos de ciúmes e medo, focaram nos meus. Ele piscou, como se acordasse de um transe, e percebeu o que estava fazendo. Ele me soltou imediatamente, recuando dois passos. Ele passou a mão pelo rosto com força, bagunçando o cabelo, e soltou um suspiro longo e pesado. — Dio... — ele praguejou, virando-se de costas por um momento. — Me desculpe. Eu perdi a cabeça. O pensamento de você com ele... no hotel dele... — Olhe para mim — pedi, caminhando até ele, ignorando o latejar no meu pescoço. Ele se virou. — Seja clara comigo, Ariel. — A voz dele era um rogo. — Me diga de uma vez por todas o que você está pensando e o que pretende fazer. Se você quer ficar com ele, me diga agora. Eu prefiro que você me conte de uma vez do que me torturar com mentiras. — Eu não qu
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