ARIEL MACEY — Henrico, eu... eu não sabia — minha voz falhou, um sussurro rouco. — O nome era genérico, os advogados não mencionaram o Grupo Velasquez... eu juro que não sabia. Henrico contornou a mesa de centro devagar, me cercando. — Você não sabia. — Ele repetiu, parando na minha frente. — Eu acredito nisso, Ariel. Você é brilhante nos negócios, mas às vezes sua inocência me assusta. Dante usa empresas de fachada como quem troca de camisa. Ele deu um passo à frente, ficando perto demais. — Mas isso não explica as horas perdidas. — Os olhos dele, geralmente tão carinhosos, agora eram duas pedras de gelo. — São seis da tarde. Onde você estava, Ariel? E não ouse mentir para mim de novo. — Não é o que você está pensando. Eu não estava com ele. Eu não vi o Dante, Henrico! Eu juro pela vida da Vittoria que meus olhos não cruzaram com os dele! — Então onde? — Ele segurou meus braços, não com força para machucar, mas o suficiente para me impedir de recuar. — Onde você estava durante
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