ARIEL MACEY
Assim que passamos pela porta do quarto, Henrico soltou minha mão, que ele segurava com força excessiva desde o elevador, e caminhou até a janela. Com um movimento brusco, ele puxou as cortinas pesadas, bloqueando as luzes cintilantes de Nova York.
Meu coração batia descompassado, uma mistura de culpa e medo.
— Henrico... — comecei, minha voz saindo baixa.
Ele se virou. O rosto estava nas sombras, mas eu podia sentir a intensidade do olhar dele. Ele já tinha tirado o paletó e ago