DANTE VELASQUEZ
Minha mão ainda formigava onde eu tinha segurado o pulso de Henrico. A imagem dele, arrogante, possessivo, chamando Ariel de "minha mulher", queimava na minha retina de forma incomoda.
Entrei na suíte. Respirei fundo, afrouxando a gravata. Caminhei até o quarto de Luna. A porta estava fechada.
Girei a maçaneta e entrei.
Luna estava sentada no tapete, de braços cruzados, olhando para a janela com a expressão emburrada de quem foi injustiçada pelo universo. Ela nem se virou q