Eu a pego no colo sem esforço. O peso dela é certo, parece que seu corpo foi feito para se encaixar no meu e isso é exatamente o que eu quero.Cruzo o corredor sem olhar pros lados.Abro a porta do meu quarto com pressa, quero ela, quero tudo, não vou lutar contra isso!Coloco ela no chão devagar, mas não me afasto. As mãos continuam ali, na cintura e sinto que soltar essa mulher é algo impossível a partir de hoje.— Se você entrar aqui — digo, a voz grave, tensa — não tem volta.Ela não responde.Só dá um passo pra frente.E fecha a distância que eu não conseguiria manter nem se tentasse.O cheiro dela invade tudo. Shampoo, pele quente, algo doce que me desarma e me irrita ao mesmo tempo. Meu corpo reage antes da razão, duro, alerta, pronto, e eu odeio o quanto isso é óbvio.Fecho a porta atrás de nós com o pé. O som seco ecoa no quarto silenciosoMinhas mãos sobem sozinhas, deslizam pela lateral do corpo dela, quero memorizar cada parte do corpo dela.Encosto a testa na dela. Não be
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