IsaAurora acorda chorando.O som corta o silêncio da casa como um alarme.Chego ao quarto quase ao mesmo tempo que ele. Paramos na porta, os dois, surpresos demais pra disfarçar.Por um segundo, ninguém se move.O senhor Lancaster respira fundo, tenso, como se a minha presença ali quebrasse um silêncio que ele vinha mantendo à força.Não espero.Vou até a cama.— Shhh… tá tudo bem, meu amor — sussurro, pegando Aurora no colo antes que o choro vire pânico.Ela se agarra em mim na hora, o rostinho quente contra meu pescoço. O choro vira soluço.Balanço devagar, o corpo dela encaixando no meu como se já soubesse o caminho.Como se aquele lugar fosse só nosso.— Sonho ruim — ela murmura, a voz embargada.— Já passou — digo, beijando o cabelo dela. — A Isa tá aqui.Sinto o olhar dele nas minhas costas. Pesado. Presente demais.Aurora levanta a cabeça e procura o pai com os olhos.— Papi…Ele se aproxima, ainda hesitante.— Tô aqui, pequena — diz, mais baixo do que o normal.Ela estende a m
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