E não diz não.
Fico de olho na Aurora. Ela não para. Corre, entra e sai da água, fala sozinha, fala com os seguranças como se conhecesse há anos. Eles ficam mais afastados, fingindo normalidade, mas atentos.
Me aproximo deles.
— Fica com ela um pouco — digo. — Qualquer coisa, chama.
Aurora reclama na hora.
— Papai!
— Já volto — respondo. — Nem sai daí.
Ela revira os olhos. Dramática. Continua brincando.
Volto pra Isa.
— Vem comigo.
— Pra onde? — ela pergunta, desconfiada.
Aponto pro mar.
Ela faz uma careta.
—