E não diz não.

Fico de olho na Aurora. Ela não para. Corre, entra e sai da água, fala sozinha, fala com os seguranças como se conhecesse há anos. Eles ficam mais afastados, fingindo normalidade, mas atentos.

Me aproximo deles.

— Fica com ela um pouco — digo. — Qualquer coisa, chama.

Aurora reclama na hora.

— Papai!

— Já volto — respondo. — Nem sai daí.

Ela revira os olhos. Dramática. Continua brincando.

Volto pra Isa.

— Vem comigo.

— Pra onde? — ela pergunta, desconfiada.

Aponto pro mar.

Ela faz uma careta.

— Tá gelado.

— Eu sei.

Ela olha pra Aurora, depois pra mim de novo. Dá pra ver que quer dizer não, mas também quer ir.

Tira a blusa sem jeito, dobra mal e larga na toalha. O vento bate e ela se arrepia inteira.

Ela vem atrás, xingando baixo.

— Que frio, meu Deus.

Quando chega na cintura, ela para.

— Não vai me soltar, né?

— Não.

— Desculpa.

— Relaxa.

Seguro ela melhor por um segundo.

Isa passa a mão pelo rosto, molhando o cabelo.

— Eu precisava disso — diz, mais pra ela do que pra mim.

Uma onda p
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